A arte de lidar com a perda
- Eva Nogueira
- 25 de set. de 2025
- 1 min de leitura
“Nunca como antes existiram tantas doenças de excesso, tanto no domínio físico, quanto na esfera emocional. E enquanto uma fraca capacidade de resistir ao estímulo, controlar o impulso, gerir a contrariedade e a frustração. Morrer um pouco, num sentido figurado, sugere a contínua tarefa de aprender a lidar com a distância, a ausência, a perda, sem que estas noções representem um equivalente de angústia de morte.” - Pedro Strecht
Vivemos numa era em que o excesso domina – excesso de estímulos, emoções intensas e necessidades imediatas. Muitas vezes, a nossa dificuldade não está só no que vivemos, mas em como gerimos as inevitáveis perdas, frustrações e espaços vazios que aparecem na vida.
Na terapia sistémica, a pessoa é vista no seu contexto, nas suas relações e dinâmicas familiares e sociais. Quando enfrentamos perdas ou a ausência, não lidamos apenas com um vazio individual, mas com um desequilíbrio no sistema a que pertencemos. “Morrer um pouco” é um processo duro, mas necessário para redimensionar o lugar que ocupamos, para acolher a ausência sem que ela nos paralise.
A terapia torna-se uma prática de aprendizagem para resistir ao excesso de estímulos e impulsos descontrolados, ajudando a fortalecer a capacidade de tolerar contrariedades e perdas — sem que estas se transformem numa angústia paralisante. É aí que a ligação ao outro e ao sistema ganha sentido, oferecendo suporte para renascer e reequilibrar o ser.
E tu? De que forma tens aprendido a “morrer um pouco” para conseguir lidar com as perdas e frustrações na tua vida?




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